

Na hora de cantar ... ❤
todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços,
sorri e dispara: ‘eu sou de ninguém,
eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também’.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados,
os adeptos da geração ‘tribalista’ se dirigem aos consultórios terapêuticos,
ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão,
ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo -
beijar de língua, namorar e não ser de ninguém.
Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele,
os ingredientes vão além do descompromisso,
como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte,
não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa,
não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.




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